Afinal, você sabe o que é educação não formal?

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Quando ouvimos a palavra “educação”, geralmente lembramos da educação formal, aquela que acontece nas escolas e universidades. O ambiente físico em que as atividades acontecem é quase sempre a nossa primeira referência para começar a descrever o que entendemos por educação – em seguida, costumamos mencionar estudantes e professores que dão vida a essa estrutura.  Por isso, talvez seja mais fácil falar de educação não formal a partir daí, fazendo uma comparação com o que já conhecemos e refletindo mais detalhadamente sobre três tipos de educação: formal, informal e não formal. 

Educação formal

De início, é importante explicar que a educação formal tem menos a ver com esse espaço físico que costumamos lembrar, seja ele escola ou universidade, e mais com os requisitos de estrutura formal: ementa, divisão por disciplinas, currículo, organização em séries ou níveis gradativos baseados em idades (ainda que no ensino superior isso não siga exatamente essa lógica), controle de frequência, sistema de aprovação e reprovação, avanço de níveis, diploma e certificação. 

Na educação formal, também há uma série de papéis definidos, com uma hierarquia clara entre professoras, diretores, coordenadoras pedagógicas, alunos. Toda essa rígida estrutura está prevista em lei e, no caso brasileiro, é competência do Ministério da Educação (MEC). Ou seja, a educação formal tem a ver com a educação institucionalizada e é regida por normas e diretrizes.

Educação informal

A educação informal, por sua vez, é o outro extremo do espectro, sendo tudo aquilo aprendemos ao longo da vida de forma permanente e não necessariamente estruturada, principalmente através da socialização. São aprendizados oriundos das experiências e interações em ambientes diversos (amizades, vínculos familiares, relações profissionais). Você já deve ter ouvido falar da chamada “escola da vida”, não é? É ela!

Educação não formal

Por fim, a educação não formal entra no meio termo entre a educação formal e informal, mas ocorre fora do sistema formal de ensino. Dentre os três tipos de educação, é o que menos tem consenso, por conta da variedade de formatos e abordagens que pode assumir. No geral, são experiências organizadas e que têm alguma estrutura – que pode ser na forma de um conteúdo programático, uma metodologia, facilitação ou formas de avaliação -, mas que não lidam com notas ou avanço de séries, por exemplo. Nela, existem papéis e hierarquias não muito rígidos, e a estrutura é muito mais flexível que na educação formal, adaptável ao longo do processo. 

A educação não formal acontece em  formações oferecidas por ONGs, treinamentos e capacitações profissionais, cursos livres, programas educacionais para jovens (formação de liderança), programas de intercâmbio, workshops de desenvolvimento pessoal, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). 

Práticas, abordagens e princípios

Esses três tipos de educação têm abordagens de aprendizagem próprias, mas muitas vezes intercambiáveis. Um bom exemplo são as conversas em círculo, uma das formas de conversação mais antigas da humanidade e que pode ser um elemento tanto da educação formal, quanto da informal e não formal.

Atividade realizada durante a NOW Journey, programa criado pelo NOW com foco em impacto social e diversidade


As metodologias mais inovadoras da educação formal, inclusive, frequentemente bebem da fonte de práticas muito presentes na educação não formal. Em todo mundo, há e
scolas que aboliram as séries e estimulam que os alunos aprendam em grupos multietários; que repensaram suas estruturas físicas de salas de aula com paredes, professores na frente e alunos em carteiras individuais; e que trabalham com personalização do ensino, aprendizagem por projetos, aprendizagem mão na massa, entre muitas outras abordagens.

Aliás,  grande busca é justamente entender por quais caminhos essa aproximação pode ocorrer, de modo a potencializar o que cada perspectiva oferece de melhor. O  trabalho com competências socioemocionais, que tanto enfatizamos aqui no Instituto NOW, também têm permitido essa aproximação (e a gente já falou como aqui).

Como destaca a OCDE, toda aprendizagem tem valor e a maior parte dela merece ser tornada visível e reconhecida. Esse reconhecimento é um meio importante para tornar a agenda da ‘aprendizagem ao longo da vida para todos’ uma realidade para todos e, subsequentemente, para remodelar a aprendizagem para melhor corresponder às necessidades das economias do conhecimento e sociedades abertas do século 21.

E se educação não formal for certificada?

Com o  NOW App, nós do Instituto NOW estimulamos que experiências de educação não formal possam ser demonstradas com certificação. Nosso esforço tem sido pensar como tornar visível o processo de aprendizagem da educação não formal, uma vez que ele não é tão estruturado, sistematizado e avaliado quanto o da educação formal. 

Nossa pergunta é: como a gente cria algo que ajude as pessoas a demonstrar isso, mas de uma forma relevante e sem precisar de estrutura rígida e burocratizada? O NOW App é a ferramenta que tem nos ajudado nisso.

Nossa primeira aposta é em quem está aprendendo, protagonista do processo, que dentro do app pode escolher seus objetivos de aprendizagem, acompanhar seu próprio desempenho, ter trocas individualizadas com quem está facilitando o processo e avaliar seus pares (além de  ser avaliada por eles).

Seguimos buscando respostas!