Tentando melhorar o aprendizado remoto? Um campo de refugiados oferece algumas lições surpreendentes

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Normalmente, quando pensamos em educação em um campo de refugiados durante a pandemia, a imagem que vem à cabeça não é de avanço educacional e conexão tecnológica. Porém, esse artigo do The Hechinger Report, traz uma visão do que aconteceu no campo de refugiados em Arbat, no Curdistão iraquiano.

Nada de equipamentos ou salas de aula super preparadas com equipamentos de última geração, na verdade, a maioria dos estudantes nem tem computadores. O que os estudantes do campo de refugiados tinham muito bem desenvolvido era uma competência: alfabetização digital básica. Os estudantes já vinham aprendendo e tendo uma educação com base em competências antes da pandemia: ensino de alfabetização digital e financeira, pensamento crítico e empreendedorismo.

Segundo Charlie Gross, fundador do programa, “essas habilidades não apenas expandem o panorama educacional dos alunos, mas também podem se tornar um “divisor de águas em termos de empregabilidade” – fato muito relevante quando se trata do contexto de viver em um campo de refúgio.

O programa inteiro acontece em um ambiente “mobile first”, ou seja, todo o conteúdo pensado para ser acessado e visto pelo celular. Antes da pandemia, 90% do aprendizado já acontecia por celular, que tem acesso a Internet e que os estudantes ganham ao entrar no programa. Os estudantes aprendem a usar o Google, por exemplo, com o foco em pesquisa e verificação de informação e criar apresentações online – tudo isso em projetos colaborativos em grupo. Para os gestores do programa, a geração Z pode até ser de nativos digitais, conectando-se facilmente com amigos e familiares em aplicativos de mídia social, mas isso não significa que eles entendam como usar a internet como uma ferramenta.

Um elemento de metodologia do programa também merece destaque: a aprendizagem baseada em projetos. “A aprendizagem socioemocional, a liberdade para experimentar … algumas das melhores práticas que os especialistas em educação recomendaram para fazer este ambiente digital funcionar já foram adotadas antes da Covid em nosso programa”, explica Gross.