Sem necessidades básicas atendidas, o aprendizado não pode ocorrer.

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O que a gente pode aprender sobre educação por conta dessa pandemia? Foi essa a pergunta de um artigo do EdSurge, escrito por Kamilah Drummond-Forrester

Tem coisas mais importantes que provas e notas. Os Estados Unidos adiaram testes estandardizados nas escolas até 2022 e a autora reconhece isso como uma nova perspectiva, permitindo priorizar o bem-estar e a saúde mental dos alunos. Mas ela vai além disso na sua análise, falando que o COVID nos relembrou novamente que “crianças não podem aprender sem acesso a comida adequada.” Parece óbvio, mas o artigo ressalta o quanto essa pandemia mostrou a fragilidade dos alunos diante das necessidades básicas – que numa pandemia incluem acesso (seguro) à Internet.

A comunidade, segundo a autora, é a resposta muito além da pandemia, relembrando do provérbio africano “é preciso uma aldeia para educar uma criança”. Drummond-Forrester explica como a pandemia demonstrou a interconexão entre família e escola em qual aprendizagem online funciona quando os dois lados conseguem se apoiar mutuamente. Mas ela não é cega aos desafios: é preciso uma lente de equidade dentro disso para cuidar do bem-estar dos alunos mais frágeis. Ela traz exemplos de comunidades escolares que vão além de famílias e escolas: em que empresas doaram hardware para possibilitar o acesso à Internet para alunos e comunidades, possibilitando pontos de acesso (hotspots) e diversos grupos ainda distribuíram comida e itens essenciais às famílias. Porque antes de pensar em realizar testes como o ENEM, precisamos olhar para atender as necessidades básicas dos estudantes.