Os professores estão se tornando virais no TikTok. Isso é uma coisa boa?

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Cada vez mais, professores têm usado a rede social TikTok para gerar conteúdos para alunos, principalmente durante a pandemia. Em uma busca pela Internet, a hashtag #teachersoftiktok tem mais de 6 bilhões de visualizações. Mas a pergunta que fica é: é bom para os docentes que os professores façam parte de uma plataforma conhecida pelas manias de dança, piadas e outros conteúdos irreverentes?

É possível encontrar várias diferentes perspectivas entre os professores que estão na rede social. Brooke Rogers, que leciona em uma escola secundária privada em São Francisco, Estados Unidos, explica que a ideia dela é se divertir e inspirar outros professores. Porém, é esse ponto de vista que faz com que críticos da positividade tóxica alertem para a possível maquiagem de realidade promovida pelos professores no TikTok, afinal, é um momento de pandemia em que os desafios são enormes na área educacional.

Outros professores, como Arielle Fodor, professora do jardim de infância, têm como objetivo dar uma visão mais crua da vida de um professor. Além de fazer vídeos menos coloridos, ela usa a conta para também dar conselhos a outros professores sobre os desafios da vida acadêmica. Fodor diz também que encontrou dicas práticas sobre como usar ferramentas de tecnologia em seu ensino. “Aprendi mais no TikTok do que em qualquer escola”, argumenta ela. Um exemplo: ela descobriu uma extensão do Chrome que permite que ela coloque seu rosto ao lado da imagem da página de um livro quando ela está fazendo vídeos de sua leitura em voz alta para seus alunos do jardim de infância.

Independente da linha de postagens e vídeos, Rogers ressalta que “o professor rígido e autoritário (…) simplesmente não funciona tanto nesta geração”. Ela conclui: “Então, eu acho que o TikTok humaniza um pouco mais os professores e ajuda os alunos a ver que esses professores podem realmente ser meio engraçados fora da sala de aula ou ter uma vida. Isso nos conecta com os alunos de uma maneira diferente.”

 

Referências: EdSurge